Por DANIELA MARTINS 24/4 - QUARENTENA, DIA 40. Depois de 40 dias, não sei se devo zerar o contador e recomeçar o que seria a segunda quarentena. O ministro Sérgio Moro pediu demissão pela manhã e desceu a vara no presidente. Disse que Bolsonaro queria interferir politicamente na PF e que pediu relatórios das investigações em curso. Acusações graves. Ansioso, o país aguardou até o fim da tarde pela resposta do presidente, que fez um pronunciamento surrealista, cercado por todo o seu ministério. Falou coisas desconexas sobre aquecimento de piscinas e Inmetro, proferiu palavrão e se colocou como vítima de uma PF que, no seu entendimento, não investigaria as calúnias levantadas contra ele e que teria dado mais importância à investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco do que à tentativa de assassinato que ele mesmo sofreu durante a campanha. Ainda acusou o ex-ministro de ter condicionado a troca do diretor da PF à sua indicação para o STF....