Por DANIELA MARTINS 15/5 - QUARENTENA, DIA 61. Não durou um mês o novo ministro da Saúde no cargo. Depois de humilhado publicamente pelo presidente, que decretou reabertura de academias e salões de beleza sem ao menos informá-lo, foi pressionado a assinar protocolo recomendando o uso indiscriminado da cloroquina e, médico que é, se viu obrigado a pedir demissão do cargo. Espero que passe a noite de hoje ajoelhado no milho e de cara pra parede. Não é digno de pena quem aceita cargo no governo Bolsonaro. Em alguma página passada deste diário, eu disse que cada um que tenha feito ou que venha a fazer isso terá que acertar as contas com sua própria história algum dia. Para Nelson Teich, a conta chegou antes mesmo da sobremesa. Tenho pena é de mim, de nós, que estamos submetidos os desmandos de um ex-capitão autoritário, que receita remédios sem base científica, que se recusa a ter interlocução com governadores e prefeitos do país que ele deveria governar. Foi ainda mais absurdo o...