Foto capturada do site Filo.tón Por SOLANGE REIS Cada um espera o que quiser de um sábado à noite. Eu espero boa companhia, uma taça de vinho, pizza de farinha de couve-flor com dois queijos e um filme com Ricardo Darín. Esse argentino é como sopa quente no inverno. Dá um conforto... Darín é quase feio. Dentes demasiado grandes, cavalares; queixo afunilado; nariz lamentável. Seus olhos azuis e cabeleira farta não bastam para equilibrar o rosto. Com baixa estatura, idade e barriga consolidada, passa longe de ser sexy. Mas aposto que é um grande amante. Que ama com calma e fundo, até a alma se sentir beijada. Uma versão portenha do Chico imaginário. Ele simplesmente me convence de tudo. Mesmo quando o roteiro e a direção derrapam em Kóblic. Ou, então, quando contracena com uma atriz quase alface em Sétimo. Darín é o amigo fiel de Truman; o cidadão atormentado com o Segredo dos Teus Olhos; o ex que desperta Um Amor Inesperado. Darín somos todos nós quando prota...