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Mostrando postagens com o rótulo INTERNET

A FALA DO TRONO

- por TONY GOES Assistir a "The Crown" diminuiu minha admiração pela família real britânica. A série da Netflix me deu a impressão de que os Windsors são pouco melhores do que mafiosos, capazes das maiores sacanagens para manter seus privilégios. Mas hoje, Elizabeth R mostrou, mais uma vez, que está à altura do trono que ocupa. Tirando os tradicionais discursos de Natal, Sua Majestade deu o que foi apenas seu quinto pronunciamento especial à nação (os anteriores foram, pela ordem, por causa da Guerra do Golfo, a morte de Diana, a morte da rainha-mãe e o Jubileu de 2002). O tema da vez, é claro, foi a pandemia. A fala foi épica. Tecnicamente, Lilibeth é perfeita. Aos 93 anos, ela se mostra muito mais familiarizada com o teleprompter do que certos ex-presidentes em exercício. Sabe dar as pausas certas, com a entonação adequada, e sem usar óculos - imagina o tamanho que essas letras devem ter? O texto também está maravilhosamente bem-escrito. Cobre todas as bases, dos pêsames...

MEDO DE ABRIR A GELADEIRA

- Por DANIELA MARTINS Comecei a notar uma mudança nos posts dos amigos nas redes sociais hoje: uma mergulhava em Fernando de Noronha, outro estava num palco de teatro, outra estava se casando, e assim por diante.  Entendi que estamos sentindo falta de vida, relembrando os momentos em que nos sentimos felizes viajando, mergulhando, atuando, filmando, celebrando. Atualmente, não produzimos mais teatro, música, filmes, exposições, eventos esportivos, nada – nem novela! É claro que temos inúmeras opções disponíveis nas redes, porque o acervo da humanidade é fantástico nesse sentido. Ontem, por exemplo, começamos a ver “Os Sertões”, um projeto teatral icônico da galera do Oficina, baseado na obra homônima de Euclides da Cunha, que rolou entre 2002 e 2007. São mais de dez horas de duração ao todo, que Zé Celso Martinez Corrêa está subindo em vídeo para o YouTube. Quando mais rolaria tempo pra isso? Tem também uma penca de artistas se apresentando ao vivo pela ...

VARA CURTA CHUCHANDO O DRAGÃO

- por TONY GOES O populismo não sobrevive se não tiver muitos inimigos, quase sempre imaginários. É preciso galvanizar a massa ignorante contra o comunismo, os estrangeiros, os gays, a mídia. Nos EUA, Donald Trump foi aconselhado por um âncora da Fox News a se referir ao coronavírus como "o vírus chinês" - uma maneira de jogar para um país distante toda a culpa por uma crise que ele não tem competência para enfrentar. Por aqui, Zero-Três não tardou a copiar a tática, e ainda chuchou a China num dia em que seu pai pagou de trapalhão em rede nacional, lutando contra uma máscara (e perdendo feio). Distraiu a atenção de parte do público? Sim! Energizou os seguidores que ainda lhe restam? Sim! Criou um problema desnecessário com nosso maior parceiro comercial! Sim, sim, sim! Analistas alegam que a embaixada da China não tinha nada que responder, para não validar a provocação do Vara Curta. Acontece que uma ditadura não tem como ignorar os ataques, sob o risco de parecer frou...