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Mostrando postagens com o rótulo POESIA

MAL-ENTENDIDOS (AMOR E HUMOR)

Por EDUARDO MUYLAERT Declinei o meu amor Com pitadas de humor Ela não levou a sério Achou um despautério Para ela o amor é sóbrio Tem que ter muito critério Para mim é brincadeira Que vale uma vida inteira Humor é fundamental Não tem nada de banal Alma que não tem humor Não tem sal e sim bolor A coisa começou mal Cena temperamental Ensaiei um gran final Ela achou um carnaval Não era para dar certo Quando a gente chega perto É que descobre o areal Por trás daquela vestal

A TRAMELA E O MANCEBO

  Por EDUARDO MUYLAERT  

UM DESPACHO DE MILÃO

Por EDUARDO MUYLAERT “Voleva lasciarlo e lui l'ha uccisa. Convivevano forzatamente per le restrizioni Covid. La donna trovata in casa. Uccisa da un colpo d'arma da fuoco. Nessuno dei due risultava contagiato” (Corrieri della Sera, 20 de Abril de 2020, 12h26) Chefe, chegou um despacho da agência Ansi, de Milão, bem agora na hora do almoço. O fato, em si, não tem nenhuma importância, mas pode dar matéria. Foi na Lombardia, numa cidadezinha. O cara matou a mulher que queria largar dele. Tiro de fuzil em pleno rosto, calibre 12. Estavam convivendo só por causa da pandemia. Crime passional sempre vende jornal. Mando bala? Ouçamos a sabedoria do grande mestre Roland Barthes, que sempre nos ilumina: “O assassinato político é pois, sempre, por definição, uma informação parcial; o fait divers, pelo contrário, é uma informação total, ou mais exatamente, imanente; ele contém em si todo seu saber: não é preciso conhecer nada do mundo para consumir um fait divers; ele não remete form...